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A REGIÃO EM QUE VIVEU RAMATIS Indochina é a denominação (já em desuso) que os europeus deram para o Sudeste Asiático, o qual é formado pelos seguintes países: Tailândia e Birmânia (Mianmar); e Vietnã, Laos, Camboja – a chamada Indochina francesa, por ter sido, desde o século XIX até meados de 1950, um protetorado francês. |
RESUMO DA HISTÓRIA DO IMPÉRIO KMMER Além de templos e monumentos magníficos a civilização do antigo Kmmer se notabilizou pela construção de grandes reservatórios e diques, que coletavam a água do rio Mekong e das pesadas chuvas das monções. Utilizavam a água coletada para irrigação que eram essenciais na agricultura, pois permitiam a colheita de arroz duas a três vezes por ano, o que lhes facultou grande prosperidade. No império Kmmer, do ano 802 até aproximadamente 1340, reinaram cerca de 27 governantes, os principais foram: |
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- Indravarman I (877-889) Foi considerado o primeiro dos grandes construtores entre os reis Kmmer. - Yasorman I (889-910) construiu o primeiro grande reservatório Baray do leste. - Suryavarman I (1010-1050), começou o segundo grande reservatório de Angkor, o Baray ocidental que é quase duas vezes maior que o Baray do leste. - Udayadityarman (1050-1066), terminou a construção do reservatório Baray ocidental, construiu um templo dedicado ao deus Shiva e alguns monumentos ao senhor Buda. - Suryavarman II (1113-1150), este rei foi um grande conquistador, conduziu diversas campanhas bem sucedidas contra o inimigo tradicional do Império Kmmer, o reino de Champa. Estendeu sobremaneira o império Kmmer, além de muitos monumentos, construiu o monumental “templo-cidade” Angkor Wat, dedicado ao deus Vishnu, que é uma das grandes maravilhas do mundo com sua arquitetura magnífica. |
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- Jayavarman VII (1181-1219), apesar de ser filho do rei Dharanindravarman II, quando este morreu, retirou-se em exílio voluntário para o reino do Champa, onde governou uma província local e dedicou-se também à meditação. No seu lugar assumiu seu primo, que logo foi destronado, o reino passou por várias tribulações e Jayavarman VII viu-se obrigado a retornar. Quando em 1777 um invasor oriundo do reino de Champa, “o Homem-Poderoso”, saqueou Angkor, foi pressionado pelos seus generais para organizar a resistência. Após 5 anos de luta, ele expulsou o “Homem-Poderoso” de Angkor em 1181, quando ascendeu ao trono aos 51 anos de idade. Começou um reino brilhante de quase 40 anos, durante o qual foi o período mais fértil de construções de templos e monumentos em todo o Império Kmmer, que se estendeu por boa parte do Vietnã, Laos e Tailândia. Isto contribuiu para a lenda de Buddharaja, o Rei-Buddha, que privilegiou a compaixão em governar, pois destinou muito de suas energias e capacidade organizacional aos projetos de construções religiosas e sociais. Devoto do budismo Mahayana construiu Angkor-Thom ou “Templo-Montanha”, em cujo interior está o magnífico templo Bayon com seus 50 rostos de Bodhisattwa Avalokivestara, o Buda da Compaixão. Além de diversos templos e monumentos, construiu uma rede de estradas saindo de Angkor e ligando-a à todo o reino, o que facilitou o transporte de colheitas e bens. Construiu ainda 121 casas de descanso ao longo das estradas e 102 hospitais que dispersou por todo seu reino, na tentativa de melhorar as condições de vida dos seus súditos. O reinado de Jayavarman VII é considerado o ápice do império Kmmer, após sua morte em 1219, o império iniciou o seu declínio. |
- Indravarman II (1219 - 1243.), também budista devoto da linha Mahayana, deu continuidade às numerosas obras de seu pai Jayavarman VII. - Jayavarman VIII (1243-1295), pode ser chamado de “o destruidor”. Hinduísta fanático, nada mais fez no seu longo reinado do que destruir, remover ou desfigurar os monumentos e estátuas de Buda, transformar templos budistas em hinduístas e apagar o nome de seus antecessores dos monumentos e registros históricos. A única atitude inteligente de Jayavarman VIII foi pagar tributo ao rei mongol Kublai Khan em 1283, a fim de evitar que o império Kmmer fosse invadido. - Srindravarman (1295-1309), era um budista devoto, mas não da linha Mahayana e sim da linha Theravada, que foi adotada em todo o reino. Essa linha preocupa-se somente com o autodesenvolvimento espiritual, assim o rei não era mais considerado como “deva-raja” deus-rei, o que de certa forma quebrou a unidade do reino. Foi em 1296 que o embaixador chinês Zhou Daguan viajou por todo o império e escreveu suas famosas crônicas, as quais serviram para os historiadores compreenderem o cotidiano Kmmer. - Jayavarman Paramesara (1327 - ?) Desde essa data o império Kmmer entrou em franca decadência: não houve mais inscrições em pedra, não houve mais construções de grandes templos maciços, não houve mais manutenção dos sistemas extensivos de irrigação e conseqüentemente ocorreu grandes quebras nas colheitas de arroz. Desde 1352 diversas tentativas de invasão foram feitas pelo reino Thai, até que em 1431 o reino do Sião (Tailândia) invadiu Angkor. Nessa data, por pressão dos invasores, a capital mudou de Angkor para Phnom Penh. Em 1863 o Kambodje, junto com Vietnam e Laos, tornaram-se protetorados do governo francês, formando a chamada Indochina francesa. |